A procura por vaga no curso de graduação em Musicoterapia em 2026 foi a maior já registrada
No último processo seletivo, a busca pelo curso superou em cinco vezes o número das vagas disponíveis na UFG
Pioneiro no Brasil, o curso de graduação em Musicoterapia da Escola de Música (EM) da Universidade Federal de Goiás (UFG) foi a primeira formação de nível federal a ser oferecida no país. Desde sua implementação, em 1999, o esforço conjunto de docentes, discentes e profissionais focou no reconhecimento da profissão — marco finalmente alcançado em 2024, por meio da Lei 14.842.
Em seus 27 anos de história, o curso atravessou diferentes fases. Se em 2016 o cenário era de incerteza, com baixa procura e vagas ociosas, os últimos anos registraram um crescimento exponencial, especialmente o ano de 2026 (segundo a Relação de Inscritos na Lista de espera do SISu publicada pelo Instituto Verbena). Essa virada de chave foi impulsionada por três fatores fundamentais:
- Reconhecimento Científico: A consolidação da Musicoterapia como prática baseada em evidências para o tratamento do autismo;
- Acesso e Saúde: A obrigatoriedade de cobertura pelos planos de saúde (via ANS) e a inserção da profissão como Prática Integrativa Complementar no SUS;
- Segurança Jurídica: A recente regulamentação oficial da profissão.
Os reflexos desse novo momento são visíveis nos números. Atualmente, a taxa de empregabilidade dos egressos da UFG ultrapassa 90%. Para recém-formados com carga horária de 40 horas semanais, a média salarial varia entre R$ 5.000,00 e R$ 7.000,00.
Essa valorização no mercado também impactou o ingresso acadêmico: hoje, a UFG tem um preenchimento de 100% das vagas do curso de musicoterapia e no ano de 2026 registra a maior lista de espera do curso da última década, que supera em cinco vezes o número de vagas disponíveis, consolidando o curso como uma carreira promissora.
Fonte: Profa. Dra. Mayara Kelly Alves/ Edição Ascom EM/ Fabrícia Vilarinho

